Recentemente, alguns laboratórios anunciaram o recolhimento voluntário de alguns lotes do cloridrato de ranitidina, medicamento usado para doenças estomacais, sobretudo gastrite e úlcera.  Segundo os fabricantes, a medida visa proteger o consumidor já que testes mostraram que alguns lotes podem estar contaminados com uma substância cancerígena.

O grande problema é que este remédio é de amplo uso, já que boa parte dos médicos o receitam como um protetor gástrico para pacientes que vão fazer uso de alguma medicação mais forte como antibióticos e anti-inflamatórios. É um remédio muito usado e vende livremente nas farmácias.

De acordo com o comunicado das farmacêuticas, essa substância cancerígena é uma impureza que pode ser formada no próprio laboratório devido à manipulação de determinados componentes.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) se manifestou e disse que os riscos de desenvolver câncer são mínimos e a medida de recolhimento é mais por precaução. Mas, certamente causou medo nos pacientes que fazem uso contínuo da medicação, afinal, ninguém quer consumir algo que esteja relacionado ao surgimento de tumores, que muitas vezes podem ser fatais.

Embora tenham anunciado o recall, os laboratórios informaram que quem está fazendo uso da ranitidina não precisa parar o tratamento e deve consultar seu médico para saber qual conduta será utilizada. Neste caso, os consumidores têm direito à substituição do medicamento por outro ou à devolução do valor pago corrigido monetariamente.

Mas por se tratar de um assunto sério, com risco grave à saúde, entendo que o consumidor também tem o direito de ser indenizado se assim desejar. O paciente que se sentir lesado por ter consumido e se tratado com um medicamento de potencial cancerígeno pode ingressar com ação judicial contra o laboratório pedindo reparação de danos.

Não é um caminho fácil nem a via mais rápida. Certamente as empresas têm responsabilidade, mas não existe nenhum caso noticiado de câncer causado pelo uso do medicamento, o que muitas vezes pode inviabilizar o ganho da ação. Por isso, a melhor alternativa para quem faz uso deste medicamento é pedir ao médico um tratamento substituto para evitar danos à saúde.

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