O banco Bradesco informou que uma falha em uma das páginas do banco permitia que hackers criassem sites falsos usando o domínio bradesco.com.br e tivessem acesso a informações bancárias sigilosas dos clientes, além de enviar links com vírus.
Este episódio mostra o porquê da urgência da implementação da Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil. As empresas, de modo geral, não têm o cuidado devido com informações valiosas de clientes, que ficam à mercê de criminosos e podem ter graves prejuízos, que muitas vezes só serão reparados judicialmente.

Enquanto há setores e políticos tentando empurrar a vigência da LGPD para 2022, há muitos criminosos trabalhando para prejudicar e roubar dados e valores de consumidores do bem. Não existe justificativa que favoreça o adiamento da regulamentação. Além do mais, já houve e ainda há tempo suficiente para que as empresas se organizem e se adequem. Ao todo são dois anos de prazo para que tudo esteja em conformidade com a lei. Mas, sabemos que muitas empresas sequer começaram a pensar no assunto e tantas outras nem sabem do que se trata. Essas, de fato, terão problemas se não tomarem providências o quanto antes. Mas foi dado tempo suficiente.

O que chama a atenção é que a falha no site foi descoberta por um técnico de redes que não trabalha nem tem vínculo algum com o banco, ou seja, a página da instituição tinha uma vulnerabilidade considerável para que hackers pudessem agir. Além disso, uma empresa especializada em segurança cibernética classificou a falha como grave e similar a um problema já ocorrido com outro grande banco.
Fica evidente que a qualquer momento os consumidores podem ter seus dados clonados e perda de valores, portanto, a LGPD não pode ter nenhum tipo de prorrogação. As instituições financeiras têm lucros elevados e suficientes para investir o suficiente em segurança digital.

O maior benefício da LGPD é que as empresas se sentirão obrigadas a investir em tecnologia e cibersegurança para proteger os dados de seus clientes, ativo que até hoje é visto sem muita importância.

Não se pode imaginar que um correntista tenha seus dados violados, sobretudo porque criaram páginas idênticas, espelhadas às do banco, impossibilitando a pessoa de perceber que era uma fraude. O consumidor tem direito a ter seus dados preservados e em um caso como este, de que hackers tiveram acesso a informações bancárias das pessoas, o banco deve ressarcir quem foi lesado.

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